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Bela Condessa – de marré-ré-si

— Onde mora a bela condessa,
Filha de França, onde nasceu?

— Aqui mora a bela condessa,
Filha de França, onde nasceu.

— Meu rei mandou-me aqui
Buscar uma de vossas filhas.

— Minhas filhas eu não dou,
Nem por ouro nem por prata
Nem por sangue de lagarta.

— Tão alegre que eu vinha,
Tão triste vou voltando.

— Volte, volte cavaleiro,
Escolhei a qual quiser.

— Esta quero, esta não quero,
Esta como requeijão,
Esta como o pão da cesta,
Esta é do meu coração.

– – – – – – – – – – – – – – – – – – – –


A lente do amor grudou na retina e trouxe a realidade para a paixão.
Agora, nela, vê-se poros abertos, veias desconcertantes
e azuis aos lados das narinas, que inspiram e expiram
o cansaço enfisêmico dos pulmões que já inflaram de
êxtase e susto,
espera e dor.

Como é engraçada a miopia dos amantes histéricos.

F. Young.

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