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Ela chegou toda destrambelhada. Mochila pesada, cadarços soltos, cabelos embrulhados. Ele estava esperando. Todo lindo. Braços abertos. Cigarro aceso. Sorriso brilhante. Ela sorriu. Ele abriu os braços e veio. Ela abriu os braços e foi. Caiu a mochila. Caíram as cinzas. Eles ficaram lá, hora e meia mais ou menos. Chovia fino. Ventava frio. Lado a lado. Embaixo da marquise. Sobre os degraus do antigo empório doméstico. Ele convidou pra entrar. Ela preferiu ficar fora. Conversaram. Conversaram sobre todas as coisas que não devem ser convertidas em bytes, jamais. Depois de toda conversa e nãoseioque eles entraram na luz amarela. Mochila no canto. Violão no chão. Frio. Ele abraçou ela. Ela se encolheu nele. Dormiram. Enroscados. Cheios de tudo. Exaustos de nada. Vazios de amanhã.

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