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Pensou em dormir na cama dela.

Quanta ansiedade… QUANTA ANSIEDADE. E se, e se, e se, e se. Não pode. Não dá. Não é possível. Não. Não. Não. Ok. Não era. Vamos esquecer isso e dançar ao som dos acordes repetidos do DCE. Solidão. Frio. Samba. Zippo na cereja. Amigos. Meus. Queridos. Cerveja. Não é. Esqueça isso e dance, dance. “Poxa, mas que bom que tu volta guria, vamos fazer aquela animação?!”, “Sempre te vejo no ocupado ali, às vezes penso em falar contigo”, “ai guri, coisa boa tu por aqui”, “viena é uma cidade pra velhos”, “ah, buenos aires…”, “não, não quero um pega”, feliz.
Viu o cachecol vermelho. Dela. O cachecol. Tomar posse do que é dela?! Mas como?! Barreiras. Não dela. “Olha, eu…” “tudo bem” “mas é que” “tudo bem” “conversar?” “vomitar” “casa” “dormir” “filme” “dormir”. Quanta ansiedade… QUANTA ANSIEDADE. E se, e se, e se, e se. Não pode. Não dá. Não é possível. Não. Não. Não. Ok. Não era. Vamos dormir.

Ir embora. Bora. Bora. Bora pra onde? Bora do que?!
Massas folhadas e notícia boa. Melhor notícia do dia. Tudo calmo. Tudo em paz. Como supunha o otimismo dela. Ficar juntinhos. Juntinhos juntinhos até dormir de novo.


um pouco de leveza.


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Pelo menos percebeu que não sofre do mal do boomerang. Levou pedradas, mas defendeu no peito. Apertou a mão tão parecida com a dela e poderia ter dançado feito bailarina a noite inteira, ele tivesse dado corda.

o próximo passo é entender que talvez o som da caixinha que traz não seja suficiente.

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