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chorinho

Sabe o que acontece?
Não consigo trabalhar sozinha.

É. Aprendi desde a minha primeira aula em comunicação que trabalhamos em duplas. E assim foi até eu vir parar aqui. Nem que a dupla estivesse só ali, servindo o café ou o martini. As idéias têm rima, tem dança, tem graça quando são criticadas no ato, ainda que não sirvam de nada. Montoeiras de papéis com rabiscos de idéias não sevem de nada quando nem a gente – o fazedor da idéia – tem qualquer segurança sobre ela. Não, eu não quero um parque de diversões todo colorido e musical, eu só quero poder falar: “bah, o que tu acha disso?” E quero pode falar disso com alguém que tenha discernimento. Quero poder falar disso com alguém que tenha vontade de fazer o melhor. Com alguém que entenda o que eu digo quando cito um Carrascoza da vida e lembro alguma justificativa semiótica. Se eu não produzi nada interessante nos últimos cinco meses aposto que a culpa não foi só minha. Um passado de mini-brilhantismos não pode ter se apagado ao descer em uma rodoviária marrom. Não… Tem muito mais de peso, tristeza, recalque, paredes coloridas que agonizam toda vez que olho pra elas. Longe de ser uma estrela, uma magnific em qualquer merda, eu sou uma aprendiz que não tem vontade de deixar nada por isso mesmo.. E também não vou embora me sentindo uma qualquer. Também não vou embora arrasada. Eu vou com pena de quem fica, porque não vale a satisfação de tirar o sapato no final do dia e esticar todos os dedinhos. Não vale mesmo.

É isso.

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