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¤ To meio sem saco pra escrever e tem tanta coisa acontecendo por estes dias, nossa, coisa pra virar conto, sabe? Coisa pra virar roteiro. Hoje faleceu o Freire, ator. Tive o prazer de participar das gravações de um curta com ele e prestigiá-lo no Treze de Maio uma porção de vezes. A última vez que estive com ele, no entanto, foi triste. Os dois estávamos no Pronto-atendimento da Unimed, ele saiu antes e eu fiquei recebendo morfina, aham, eu deveria ter processado a Unimed, aquela vez. Aí hoje ele faleceu, sabe? Tão estranho ele falecer no dia em que o Bobby apresenta o Monólogo de Conclusão do Curso. Agora o Bobby vai ter o diploma de ator, o Bobby é incrível, eu admiro muito muito o trabalho, adoro ele e acho que ele nem sabe disso. Sabe? É uma daquelas pessoas que são boas, que fazem bem. Hoje ele se forma e eu não pude ir ver o Monólogo porque eu não sabia se ia no enterro ou na formatura. Aí eu fiquei em casa, tomando sal de frutas com epocler pra ver se um pouco da ressaca vai embora e eu consigo parar de vomitar. O meu quarto anda tão bagunçado. Eu tenho tantos livros e revista e objetos, sabe? Lisca! Não se encha de objetos! disse o Bobby na Tartaruga Chernobil. Eu tenho me enchido de objetos o tempo inteiro. Eu não preciso ter uma cartola vermelha com lantejoulas, sabe? Mas eu tenho porque um dia ela pode ser útil. Eu não preciso ter mais do que três pares de sapatos, mas eu tenho taaaantos, taaantos. Eu precisava de uma bolsa, mas eu já tenho tantas, sabe? Essas coisas todas que eu tenho, eu não sei o que vou fazer com elas no dia em que for embora. Será que custa muito caro enviar de navio? Os meus livros, os meus livros eu quero. Quando eu for morar no loft uma das paredes vai ser só de estantes, sabe? Tem gente que forra paredes com DVDs e Discos, a minha vai ser de livros. Eles ficam bonitos um ao lado do outro, sem escalas de tamanho. Hoje a Submarino entregou aqui em casa os meus presentes de Natal: 1001 Discos para ouvir antes de morrer, Arte Pop – daquela coleção dos movimentos da Arte Moderna e O Passado, do Alan Pauls. Estou louca para começar a ler, mas antes eu preciso dar um jeito nestas coisas. Eu precisava de um armário pra esconder tudo, porque às vezes eu queria um quarto branco, sem cor nenhuma. O meu quarto tem tantas cores. É tão pequeno, sabe? Eu gostava de morar sozinha por isso, eu podia usar a casa inteira pra acomodar as minhas coisas e eu podia até ter almofadas. Mas agora eu não moro mais sozinha e eu tenho que me adaptar. Ponto. Nem fui na formatura do Bobby e nem no enterro do Freire. Fui na padaria, na farmácia e na locadora. Fui usando as havaianas slim com tiras douradas que a mãe me deu. É tão bonita, a sola toda listrada de roxo e verde. Aí eu tinha que arrumar as coisas, mas me entreti no msn com o bambam, porque ontem ficamos umas duas horas conversando sobre bandas estranhas e descorbimos que ouvimos Andres Calamaro escondidos, aí hoje a gente trocou as músicas pra curar a ressaca e nisso eu descobri que perdi toda a minha discografia do Belchior. Que triste. Bom, eu vou dar um jeito nas coisas.

=)

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