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pras gurias do pente rosa

Não me deixaram escolher. Aconteceu. Não me foi perguntado “tu queres, é pra sempre, tu queres?”. Não. Deixaram ali feito oferenda irrecusável. A mais maluca das criaturas rejeitaria tal presente. Não, eu não era maluca. Naquele tempo eu andava de caso com a lucidez. Naquele tempo eu não acreditava no “pra sempre”. Naquele que eu julgava ser “só mais um tempo” elas chegaram. Todas elas em seu espaço, ritmo e graça. Encantaram os dias e noites. Embriagaram-se comigo. Choraram. Riram. Ah, como riram as minhas flores. Minhas flores e seus amores/não-amores/desamores. Eu e elas entre as mesmas paredes, conflitos e desafios. Fizeram-me desamarrar o cadarço da lucidez e dar mais espaço ao sonho, ao brinde, à roda-gigante. Como se num encantamento, conduziram-me pela trilha das surpresas nobres e dos sentimentos puros. Ah. Quanta vontade de chorar tenho agora que as vejo partindo. Não me disseram que era pra sempre, mas nisso eu aprendi a acreditar. Culpa delas e das gentilezas, agora vida, agora quero ver como vai ficar.

Mas eu sei que a gente vai e volta, pra outras paredes, num outro lugar. Este caminho que a gente segue é o que precisa ser, o da volta elas já me ensinaram e nada no mundo vai me fazer parar.

Amo. Amo do jeito mais engasgado que consigo dizer e tenho que parar de escrever já, o teclado se inunda e, enfim.

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