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Tem que rir, hehe.

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Encontro Francês

Olhar sem piscar. O ritmo do encontro dos cílios inevitavelmente me faria atravessar o espaço de ar entre a mesa e o teto, meus olhos e os teus. Olhar sem piscar. O ritmado encontro dos meus cílios, os fluidos provocadores do deslize das pálpebras sobre os olhos, os movimentos impensados me fariam voar, invadir o teu espaço, esquecer do meu. Olhar sem piscar. Os sinos que já não tocam na capela seriam provocados, talvez caíssem, talvez o caos, talvez nada. Olhar sem piscar. Sem sorrir. Quase sem falar. Olhar. Ouvir-sem-escutar. Olhar sem piscar. Uma hora, ou meia, 40, 50 minutos? A mão suada e os pés frios. Olhar sem piscar. Livro ou dois. Lembranças ou nada. Olhar sem piscar até ir embora. Mesmo cheiro ou não, novo cheiro. Olhar sem piscar e então rir por cima de todo erro e mentira, imundície das bases fazendo feder qualquer passado bonito que poderia ter sido e não foi.
Olhar sem piscar fez a menina secar, talvez não a dos olhos, talvez a das fitas. E não, não tem colírio. Talvez tenha.

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Estado de Inércia

onde todo movimento que existe não se dá. eis-me.

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PPPPOCKET


Outro dia o Seu Baich veio com uma história de que queria um ffffound só pra ele. O Seu Baisch sempre vem com essas histórias gostosas de ter um site, um blog, um zine, um filme, uma viagem, uma loja, uma tarde de sexta pra beber, um exposição, um livro dourado, uma intervenção urbana e todos os botões da minha coleção em idéias bacanas. Mas tá, enquanto ele falava no meu horário do almoço pelo emeesseene a imitação barata do ffffound saiu, e aí, pra vocês verem, orgulhosa e famintamente apresentamos PPPPOCKET, um espaço livre para imagens criativas. Estão todos convidados, a regra é não ter título e alinhar à esquerda.

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Susto

Hoje algumas coisas fizeram mais sentido. Estou me sentindo estpafurdicamente boba, porém, levíssima. Pensei que fosse por este último, mas não, foi por aquele primeiro que ela me julgou. Não estou acostumada com julgamentos, nem de sofrer nem de fazer, mas de repente me vi no centro da platéia, de palhaça sem saber… Eu sou uma boa guria, repetem todos sem parar. Digam pra eles, praqueles que ainda não sabem, digam que de verdade eu não passo de uma tolinha-bordada-em-algodão-colorido. Em síntese é isso.


Não, eu não sabia de nada. Nem da primeira vez, nem da última. Ponto. Entendido? Ok. Rodemos.

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zicas de terça

e bom, eu caí do ônibus hoje. isso. primeiro fiz o favor de não encontrar a minha sombrinha que é a mais legal do mun-do. depois tive a brilhante idéia de sair de casa apenas com um bolerinho que parece de renda. depois caí do ônibus. isso. eu ia descendo e plofts, piquei de bunda, peito e costas na porcaria dos desgraus ensopados daquele transporte “seletivo” de merda enquanto a minha bolsa bacana ficou dando voltas na roletinha patife. o que me salvou foi o comentário de um mendigo compadecido enquanto eu saía da poça “nem vou pedir dinheiro, dona”. depois, no trabalho, esgualepada, um e-mail pedindo revisão nos horários e mé mé mé, até aí ok, mas depois, aaaaaaaaaaaaaaaaaaa, depois fomos gravar um programa do clientão e sabem do que um distinto rapaz simpático divertido e de respeito me adjetivou “ela é bem legal, né? tem um estilo povão”. Que será que ele pensou (será que era o cabelo? a voz? o boleto quase de renda meio rasgado do tombo?)? Outro dia o chefe disse: “a Carla deve cuidar dos leiautes do clientão porque ela já pegou o estilo ‘varejão'”. puta-que-paril. eu não sou diretora de arte, babys, eu desisto, eu me rendo, eu me entrego, eu não sooooooooooooooooooooooou. querem mais? ah sim, pois não, to gripada de novo, com dor de garganta, cardio, orto, endocrino e dermatologistas marcados pras próximas duas semanas. se eu tiver que usar a maldição do colete corretor de escolióticas, eu desisto. desmarquei o psiquiatra, sou bem boa da cabeça, néam?!

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a futuróloga


disse que eu vou ser bem rica, viajar os quatro cantos do mundo por sete anos, gerenciar alguma coisa com papéis em um país com mar da europa, conhecer um homem claro que vai me amar muito e me dar um filho – menino. depois volto pro Brasil, eu e a patota, abro meu próprio negócio e vivo muito bem, feliz e contenta, sem rugas nem estrias.

enquanto isso. vou fazer uma viagem curta pelos próximos dias, perder um tio, ter anemia e se ñ me cuidar, ser assaltada nas primeiras semanas outubro. sou uma pessoa muito boa e iluminada, embora atualmente confusa e só.

acredita quem quer. eu tenho medo. miedito fuerte de la mueça del tarot.

A foto eu peguei emprestada daqui.

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o retorno do pequeno ladrão de luz

Acho que essa foi a noite que mais ventou norte no ano! A noite mais louca, entenda-se.
Sabem quem bateu lá as 4 da manhã? Eu disse QUATRO da manhã! Ele, o benetido baixinho ladrão das luzes. Sabem o que queria, o safado? QUATRO PILA EMPRESTADOS. Imaginem vocês o nível de um ladrão de luz pra pedir, 4h da manhã, 4 pilas emprestados até o outro dia. Disse que ia devolver no café da manhã. De graça levou um monte de elogios do papai e deixou a pedra no meio da área – ainda não repusemos a lâmpada. haha…

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o pequeno ladrão de luz

Lá em casa o muro é baixo e a grade também. Entre a porta e o portão, no máximo seis metros. Existe uma pequena área, como em todo chalé meio tradicional. Nesta área, uma luz. Em menos de um mês, três, eu disse TRÊS lâmpadas já foram roubadas. O curioso é que todas pelo mesmo ladrão. O mais curioso, segundo a mãe, é que ele só rouba nas vésperas de segundas-feiras. Sabemos que é o mesmo pois o pequenino precisa colocar um pedra pra alcançar a luz. Ele não estraga nada, apenas retira a lâmpada e deixa a pedra lá. Sugeri que deixemos um pacote de velas pra ele, assim não se despenca quando retira a nossa próxima luz. Junto vou deixar um bilhete e um copo de leite, quem sabe se solidarize com a minha causa. É foda chegar lá na vila no escuro. Nunca consigo encontrar o buraco da fechadura.