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Um Rock à Billy

_posso me escorar do teu lado?
_não tem muito espaço… mas posso te ceder o pilar.
_pode se escorar em mim e eu me escoro no pilar.
_homem-poste eu não preciso, obrigada.
_mas que fora, gata!
_não é um fora. só que confio mais no equilíbrio do concreto.
_putz… e pra que tu quer equilíbrio?
_porque ele é seguro.
_mas eu te seguro!
_segura até amanhã de manhã, depois com sorte me leva até a porta e eu saio com os sapatos na mão em busca de um taxi. então eu tomo um banho pra tirar você de mim e a água da ducha parece mais equilibrada que eu.

porque às vezes o que faz falta é só uma mão pesada ali onde termina o pescoço e começa o fim da coluna. ali, com leves movimentos nos dedos até a gente dormir, de bruços, cabeça encaixada no ombro largo que cheira a erva-doce, embalada em sorrisos de hortelã, levíssima.

🙂
boa noite.

3 respostas em “Um Rock à Billy”

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