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azul

by ffffound.

*

toda vez que o vejo tenho vontade de rir. o imagino bêbado em uma noite em que será outra vez o inabalável, o herói que nunca cai, a fortaleza das narrativas interrompidas. vai me olhar reto e dizer: “ei, encontrei tua calcinha”.

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casa nova

enquanto o dinheiro pra mandar fazer não vem a gente vai trocando as cortinas. eu tava cansada daqueles neóns.


ando meio desmotivada, sem motivos pra escrever. sei, sei que nunca precisei de motivos pra escrever, mas é que as coisas – todas elas – andam tão mornas que não dá vontade, sabem? ontem vi outra vez blade runner, to com 2001 aqui na bolsa e um que tenho até medo de ver, o “TETSUO” que o seu Baisch me emprestou. fora isso, finalmente terminei um freela que chegou pra mim em abril. dormi bastante. comi direitinho. dormi relativamente cedo e acordei tarde demais pro que eu pretendia. tomei sol no parque, usei filtro solar. pintei as unhas de mamãe-sou-virgem e separei uma infinidade de batas e bermudões para presentear a minha cunhada grávida. a afilhada ganhou oito gavetas da pucca cheeeias de coisas interessantes como “mechas coloridas com strass em oito cores vibrantes para implantar no cabelo”, além de uma cartela de piercings de mentirinha. acredito que no mês que vem eu vá dividir apartamento com a Thaís, minha vó vem e precisamos de espaço para ela, suas roupas e temperamento alemão.

eu gosto desse horário de verão, a gente sai do trabalho e ainda tem sol. o ruim é que a gente acorda e ele ainda não veio. gosto de sol de manhã. mas finalmente parou de chover e acho que meu cabelo pegou tanta umidade que nunca vai voltar a ser escorrido.

fora isso nada. a vida segue. meio turno. leituras. buscando um problema pro projeto. comendo barras de cereal e tomando muito suco de uva. esperando as amigas voltarem do mundo. a outra terminar o TFG. esperando. esperando. vou ouvir ludov. bejo.

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Um Rock à Billy

_posso me escorar do teu lado?
_não tem muito espaço… mas posso te ceder o pilar.
_pode se escorar em mim e eu me escoro no pilar.
_homem-poste eu não preciso, obrigada.
_mas que fora, gata!
_não é um fora. só que confio mais no equilíbrio do concreto.
_putz… e pra que tu quer equilíbrio?
_porque ele é seguro.
_mas eu te seguro!
_segura até amanhã de manhã, depois com sorte me leva até a porta e eu saio com os sapatos na mão em busca de um taxi. então eu tomo um banho pra tirar você de mim e a água da ducha parece mais equilibrada que eu.

porque às vezes o que faz falta é só uma mão pesada ali onde termina o pescoço e começa o fim da coluna. ali, com leves movimentos nos dedos até a gente dormir, de bruços, cabeça encaixada no ombro largo que cheira a erva-doce, embalada em sorrisos de hortelã, levíssima.

🙂
boa noite.

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raiva

É sério, tenho vontade de vomitar quando vejo esse tramela. Droga mesmo. Não vou mais postar nada até conseguir fazer ele bonitinho como eu quero. Pra completar o azar eu to no SPC por causa de uma mensalidade fantasma da bosta da UPF, eu tenho tudo quitado e os caras me ligam UM ANO DEPOIS DE TER SAÍDO DA PORRA DE PASSO FUNDO que eu tenho uma dívida imensa e não posso NEM SAIR DO PAÍS porque ninguém vai dar visto pra uma pessoa de nome SUJO. Sim. Eu, justo eu que pago tudo certinho, prefiro comprar à vista, ñ conto troco e sou tri pagadora de alegria pros amiguinhos. SIM, TO FODIDÍSSIMA!

Achei os contratos de cancelamento lá com a UPF, vou colocar essa gente na justiça. Bando de ladrões. UFF.

E querem mais? Fui fazer o exame de proficiência em inglês hoje e me fo-di. Sim sim, achei que era barbadinha, 80% da turma era de repetentes no teste e 99% tinha um oxford daqueles grandões e modernos. ODEIO O OBAMA!

A partir de amanhã todos os dias tem reunião nove e dez e até final de outubro trabalharei apenas de manhã. Espero pelo menos conseguir terminar o projeto e ver se esses calmantes me fazem dormir em paz.


vou comprar uma máquina e ensiná-la a me amar. só preciso sair do SPC pra liberar meu nome e voltar a ser consumidora regular.

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Voltei, babys

Cinco dias na capital me fizeram super bem. Tive dias lindos, silenciosamente lindos. Sim. Volto sem olheiras e com a cabeça fazendo BAMBAMBAM pra todos os lados. Não encontrei o foco, mas as lentes estão se ajustando. Li tanta coisa, ouvi tanta música e passei tanto tempo na internet que nunca pensei ser provável. Revi ótimos amigos, fui ao ballet, ao supermercado e ao cabaret. Café no ponto dos taxistas com minha amiga Clegue e seu digníssimo maaaaaaaaaaaaan. Leiautes para Júpiter Apple e massa aos 4 queijos. Chá inglês em casa de produtor musical e banho de mangueira domingo de tarde, num quintal. Tinta azul lavando as pernas tão brancas. Suspiro alegre ao taxista: “bonita a cor do seu carro, moço”. Livros, xerox, revistas, tapete, marca-textos, absolut frutas vermelhas e pau de puta. Muita risada, muita saudade e muito descanso. Eu precisava. Foi bom pra mim. Muitíssimo. Obrigada.

🙂

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Estudante

Eu quero voltar a ser.
Nunca pensei que fosse valorizar tanto dois dias silenciosos entre livros, reflexões e internê. Descobri as sexy machines e comecei a pensar sobre as memórias virtuais. Acho que as memórias desse nível são tão mais efêmeras… Explico: é muito mais fácil lembrar de alguma coisa quando o objeto é real, né? Ah, daquela vez que fomos ao uruguai de fusca, lembra? Bem mais fácil do que lembrar daquele dia que jogamos sinuca on-line. Porém, todas as conversas que tivemos na sinuca on-line estão guardadas, já da viagem pro uruguai de fusca ficaram as lembranças de que estava frio, que compramos doce-de-leite e bebemos muito. Fico meio confusa, são memórias diferentes, essas virtuais. Não são físicas… Só a dor nas costas pela má postura na frente da tela é física. O resto a gente inventa e pode ignorar com um simples DEL.

Não estou louca. hahaha…


Finalmente conheci o garagem hermética e o cabaret do beco, tri leguis. Depois conto.

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Cansada

de trabalhar tanto pedi ao chefe para me deixar estudar um pouco. ele deixou.

=)
amanhã vou pra capital devorar a PUC.
tchururu.

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brancura

_é carla, tu nasceu pra fotografia!
_é? como assim?
_pra ser refletor.

(…)

*meiquin-óf da produção das fotos do Marcelo Massário (fundo) em seu primeiro disco. Tchururis, ensaio 8h da manhã de um sábado com pouco sol, mas divertidíssimo.

*enfim, ofereço meus serviços de refletora.

*Foto Fabiano Dallmeyer e sua camisinha retangular.

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A Louca da Casa

Os bem-comportados, os sensatos, os sempre bondosos, os que preferem linhas retas e horizontais, os que temem a solidão, os que escolheme tv, comida pronta e sono, os que nunca gargalham, os fãs da lógica, os que detestam supresas, os que escolhem o não, os que jamais se arrependem, os que tem ótima memória, os que calculam os riscos, os que não pulam do píer, os que sempre sabem onde estão os óculos e aqueles não acreditam em ditos populares, são estes que tem maus olhos para a louca. Aquela que nos faz crer na capacidade sobre-humana de amar, sentir, doer, gozar, ser feliz. E que transforma a infância em uma vida perfeita e aquele verão no mais inesquecível de todos os tempos. A doida. A que não pode tomar as rédeas. A louca da casa que é a nossa cachola. A nossa imaginação.

(Redação da Revista Simples, chupadão daqui)

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Só reclamo nesse blog.

Domingo, sol, dez-pras-duas, exercer a cidadania, um mate no parque, levar os pés pra tomar sol.
Bem que podia.
Mé mé mé.