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fico pensando nas baratas que são atacadas por inseticidas, pobres. aí lembro que doei sangue e nem sei pra quem vai ir, ou se vai servir. depois me dou conta que morro de saudade da minha família mesmo estando na mesma cidade. penso que vou ter um sobrinho coisa mais fofa do mundo e quem sabe ele nem me conheça tanto, que eu veja duas vezes por ano, que eu tenha infinita saudade e amor pela criaturinha. aí lembro das minhas amigas tão queridas e desbaratinadas como eu. quedê-lhe o rumo, santinho? aí tem a azeitona, com apenas 4 meses e tão carente de atenção. precisa comer 3 vezes por dia e sair pra passear. banho toda semana e vacina mensal. precisa do vermífugo, de escovar os dentes e aprender a fazer xixi no jornal. tem os presentes que ganhamos no chá de panela e o molho de chaves. como ir embora pra própria casa sem nem ter saído dela? tenho todos aqueles arquivos mortos com papéis e livros e cadernos e bilhetes esperando para serem abertos e distribuídos. e o bebê de cinco quilos? e o avião que caiu na amazônia? precisava de uns 3 mil reais pra pagar a inscrição no mestrado. e ficar com ex-namorado te afeta, mesmo sem querer pensar que sim. tinha q lavar umas roupas e pintar os cabelos. e cortar. isso, mais curto. to cansada de trabalhar. preciso das minhas férias e de ir pra buenos aires. é. isso aí. pobre das baratas.

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