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amorzinho

…então eu ri. Alguém que gostava de fingir queria dançar comigo em um bar onde não se dança. Dançamos e falamos espanhol. E inglês. E outras 4 línguas que não conheço. Ah você é publicitária. Ah você não é de Santa Maria. Ah você tem uma banda. Ah você mora sozinha? Ah é a primeira vez que tu vens aqui? Ah eu só vim pra te conhecer. A mesma quinta. A mesma quinta e o segundo bar. A mesma quinta, o segundo bar e um coração nunca antes tão acelerado. “Te levo em casa” – entre outros sussurros e suspiros. Coração disparado. Eu estou só. Eu também. Podíamos estar juntos por hoje. E também por amanhã e depois. Promessas vagas entre suspiros, carinhos e lençóis.

O sol nasce. Ele pergunta sorrindo com um olho só: “mais meia hora? pode?”. Pode, pode ficar todas as meias-horas que tu sentires vontade. Fica pra sempre que eu vou trabalhar e já volto, trago comidas e novidades da rua. Te encho de informações e carinhos e tu ficas aí, me pagando com sorrisos e mentiras.

Sexta. Sexta de manhã. Sexta de manhã, eu, a cama desarrumada, o maior sorriso do mundo e um coração pronto para se apaixonar por nada.

2 respostas em “amorzinho”

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