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VENDINHA – iniciando o desapego.

Acer Aspire 3620, Intel Celeron, 1.5GHz, 512mb, 80HD, bluetooh, tela wide 14 – baratinho, bonitinho e viajado! tem tres florzinhas coladas (que podem ser retiradas), bem cuidado, nunca mergulhou, a bateria dura duas horas e meia, vai com um case pretinho, tem o manual e o CD aquele que vem junto quando tu compras. Dah pra colocar mais memoria tambem, claro. Tou vendendo porque tou comprando outro. Formatei apenas uma vez – juro. Quem dah mais?
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moradias

e quando a casa dos teus pais já não parece tua, comofaz?

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desabafinho

to cansada. um peso no peito. uma vontade de chorar. lagriminhas escapando. não sei o que é. não consigo explicar. já virei a folha do calendário, março implora pelas decisões anuais. acabou o carnaval. não tem mais baile de formatura. desligaram o som. o trabalho espera e a vida exige uma mudança para melhor. exige um risco. se ajoelha por uma novidade (ou um maço delas). o Misko chegou (se lê mixco) e é um bom guri. fala espanhol. ainda não conversamos muito. o final de semana foi de muitas visitas e eventos de usar scarpins e vestidos e bolsinhas. ando meio irritada. muito nervosa. sem paciência. amanhã volto pra casa dos meus pais, dois intercambistas e o irmão da roomate estão na banda e dividir quarto não é minha opção de vida atual para santa maria. além de tudo, morro de saudade da minha família, da minha cama e dos meus livros. não sei o que vou fazer da vida. às vezes queria que desligassem o relógio e me deixassem dormir assim, uns 15 dias, para depois voltar a acalmar tudo. ando cansada. um peso no peito. uma vontade de chorar. lagriminhas escapando. querendo um colo. um abraço pesado. uma semana de folga. dois dias de silêncio. um rim. um corpo. um nariz. um motivo para uma tatuagem. uma trilha iluminada para o melhor caminho. um melhor caminho. deus. queria conseguir dormir.

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coração

há muito tempo um coração idolatrava um moço. era coisa creep, pedestalística mesmo. idolatrava e faria qualquer coisa para conquistar um espacinho colorido ao lado do coração dele. lord, como idolatrava. em um um belo dia tudo explodiu, o coração vestiu negro e jurou pela sua felicidade que nunca mais na vida iria bater pelo mocinho. nunca mais bateu. se escondeu um tempão, o coração. foi embora com malas e fotografias com cabeças amputadas. rogou praga. esbravejou. criou um blog. chorou litros afundando o passo. o coração não ganhou credibilidade dos corações amigos. até hoje quando o moço aponta todos os outros inticam: “e aí, coração?”. e o coração responde, sempre inseguro, que tudo bem, tudo bom, uns vem, outros vão. o coração ainda veste negro e jura pela sua felicidade que não bate pelo moço. que não bate. que não bate. que não bate. e que não é mentira.

fim.