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quando da primeira noite, ele mostrou seus filmes, ela deu graças a deus! eram bons. gostavam de se deitar emaranhados. quando ele não aceitou que fizessem planos e se disse em paz com a separação, ela soube que seria coisa de vida inteira, ainda que no vazio. quando se encontraram pela primeira vez, ela não teve medo, nem se percebeu encantada. gostava de acariciar o braço dele. as coisas ficaram penduradas no quarto dele, junto aos livros. achou que ele estava sofrendo. durante um bom tempo ela ficou deitada, talvez meses, os olhos teimando em só enxergar lembranças. no apartamento dele não havia espaço para a vasilha do cachorro. soube-o dançando em noite de alegria. queria que ela dormisse lá com ele. às vezes ela não conseguia. tinha uma casa e um sonho. entre débeis tentativas de esquecimento, queria tê-lo entre suas pernas. ele vivia entre o dever e a culpa. essa era a visão dela. ele propunha que se tornassem amigos. ela ainda pesava 41 quilos. aprendeu a forçar o ar para dentro de seus pulmões.

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