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Leve Desespero

Não tinha o hábito de esperar muito, mas sempre terminava esperando. Esperava mesmo quando dizia que não ia esperar, mesmo quando usava qualquer oportunidade para explicar que não gostava mesmo de esperar, que era impaciente, que era impulsiva, que era mais rápida que o “normal”.

Um certo dia resolveu esperar, viu que se parecesse desesperada, daquele mato não saia o coelho. Então esperou. Esperou. Esperou. Esperou. Dizem que continua esperando, mas que meio desesperada – desesperada para dentro.

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