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malígno gênio enganador

ele a evoca em pequenas pinceladas, pois em seus sonhos ela é do tempo das qualidades sensíveis que detém o que ele quer segurar – como seguramos o copo de cerveja depois da terceira garrafa – por muito mais tempo que uma história. um tempo que ele encerrou naquele lugar que ocupa todo o intervalo a frente do seu presente, acima do seu passado, com suas flores perfumadas e árvores carregadas de frutos.

até quando? – perguntamo-lhe nos, os desacreditados, os mutilados, os escalavrados e abandodados do amor.
até que me permita sonhar. – responde ele, tão rude, tão sério, tão ingênuo e tão fiel, baixando levemente o rosto e olhando para trás do próprio ombro direito, retomando o pincel, farto de nossas presenças.

no entanto, pressente-se o risco – um concluio, uma trapalhada – e compreende-se a prudência de Freud.
Me voy, buena suerte y hasta luego.

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respiração coletiva

pode parecer petulante, mas considero que posso fazer qualquer coisa se me dedicar a ela com a constância na qual respiro. não importa o tempo que leve, se consigo visualizar na realização da coisa um objetivo concreto (na frente daquele absurdo que sempre – sem-pre – me atrai) e tiver esse fôlego para respirar e construir, respirar e construir, respirar e construir, eu vou fazer. já disse, não importa o tempo que leve. acredito que existam outras pessoas como eu, dessas que podem fazer qualquer coisa a partir do esforço de respirar pela coisa. isso é bonito, mas muitas vezes nos deixa com pouco ar – e a gente sempre reclama, mas não vai parar nunca, mesmo com pouco ar. a responsabilidade que pessoas como nós – essas que conseguem respirar por coisas que não sejam a própria vida – sentem é acentuada, porque os seres deste tipo não saber ser o contrário. a nossa espécie respira e é responsável por coisas, que a outros olhos podem parecer ridículas, de maneira involuntária.

algumas vezes conversei com pessoas iluminadas – destas que acreditam em almas, missões, horóscopos e energias (e sim, para mim são iluminadas porque entendem de uma coisa pela qual eu não tenho coragem de respirar) e elas confirmaram essa minha “maleabilidade funcional”, sou o tipo de gente que está sempre em terreno fértil. isso só aumenta a responsabilidade que eu sinto em relação ao mundo. alguém com “facilidade” para lidar com todas as coisas deveria ser mais útil que eu, não?! o texto tá parecendo petulante? se tiver me avisa, porque na verdade é pra ser um desabafo resmunguento. Pensa comigo: IF SO, I AM THE BEST, o que acontece se eu rateio? ãm? despencarão as núvens do paraíso e a humanidade fenecerá?

(apaguei o último parágrafo pra continuar depois). (to ficando duh~~)

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atualização

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Aposentadoria

Eu gosto, realmente gosto da minha “profissão”. Ta, não faço exatamente o que eu queria, mas também não dá pra exigir, afinal, com 4 meses de experiência não se pode supor que o restante da carreira vá ser um marasmão. Quem sabe um dia eu possa andar de brechó em antiquário descobrindo cenários e figurinos incríveis para materializar textos que calem fundo no coração da humanidadezinha, né?

Mas hoje é isso… Dormir resmunguenta porque a partir de amanhã terei que cumprir horários, jobs e rotinas. Porque a partir de amanhã começa o regime, o inglês, a prática do desenho, as leituras obrigatórias antes de ir para a cama, os leiautes toscos, os textos de fórmulas, as negações de cervejas, cerejas e carinhos. Tchanan, já são meia noite e a senhorita continua acordada? Amanhã é dia de ser criativa, aliás, todo dia vira dia, até aquele de TPM, unha encravada e dor de barriga.

Devo investir mais tempo nesses meus livros. Na cabeceira, desde ontem, “A Arte de Esquecer”, do Ivan Izquierdo. Li, há um ano, para fins da monografia… sublinhei umas frases banais e hoje, relendo, descobri que pode ajudar. Mas isso é bobagem. Eu tenho uma lista de pendências com amigos, marquinha, textinho, anunciozinho, portifóliozinho, cartãozinho…

A conclusão mais sábia a que eu cheguei foi a de que não dá pra saber tudo. Mas tem dias que parece que sei tão pouco, que sou tão nada… Foda isso. Ontem caminhava pela chuva, bebendo cachaça e ouvindo esses meus pensamentos doidivanos. É… quem sabe um analista. Hehehe…

Enfim: Shift + Ctrl + Alt + S exporta imagens em tiff, pra web. Aprendizado do dia. E assim vamos, até a próxima desistência e re-esperança!

– – –

Sobre o título, aposentadoria, é que tenho pensado muito nisso. Não trabalhar e receber equivaleria a ter tempo disponível pra fazer todos os trabalhos legais, dormir tarde, acordar tarde, trabalhar em casa, nhá nhá…

Quanta reclamação.
Na verdade ando bem feliz, juro que vou tentar andar na linha e tirar onda, pra onda não me afogar. Hehehe…