Categorias
Sem categoria

dcsbaiufbsjcnqajsnxiu

é que foi muy loco. trabalhou o dia inteiro sem intervalo de almoço e saiu, antes da aula de agátêemeéle, pra comprar luzinhas de natal. chegou em casa e lembrou que não tinha comido. antes de comer, porém, organizou o balcón, pendurou as luzinhas, trocou a mesa de lugar e acendeu muitas velas perfumadas. precisava tomar banho antes que chegassem os outros, que nem eram convidados dela, mas que estariam ali. na hora do banho percebeu que a banheira precisava ser escovada. escovou. durante a ducha sentiu tanto sono que esqueceu de passar creme nos cabelos. pensou em dormir. tinha fome. depois de comer sentiu uma dor no lado esquerdol. chegaram as pessoas e a festa começou. dor. festa. orações. vontade-de-não-estar. coca-cola. dor. remédios. dormir-com-música. lexotan. três. sábado de manhã para descobrir a gentileza de um argentino. conhecer o ladoB de Buenos Aires. Puente Alsina. o bairro mais perigoso da cidade. nunca andar sozinha por aqui. ejército de la salvación. o bairro dos loucos. todos são loucos aqui, disse ele. aquela mulher ali também? perguntei eu. todos loucos. nosostros loucos, disse ela. loucura se transimite pela ar, concluí. punir os infratores de trânsito com tirinhos de tina nos carro. logo pensei em atirar ácido. amigas. terraza. ventinho. protetor solar. conversas de meninas. brigadeiro. casinha. dormir. dormir. e no meio da noite acordar pra dançar um roquenrrol. sonho? qué sé yo. hola, como estás? cómo te trata Buenos Aires? Cómo te fué en el finde? Hola, cómo estas? Tenés fuego? Ahora deberías comprar la cerveza para que te perdone. Quien dijo que quiero tu perdón? boludo. eres un boludo de mierda. o sol traz o sono. o sono traz uma mensagem no celular. o celular toca e do outro lado alguém pede ajuda e talvez chora. oferece o ombro e dorme enquanto falam. sente-se mal por não poder dedicar atenção. se sente esgotada. então ele a abraça e diz que vai ficar tudo bem. dormir e então acordar para mais um dia de amigas felizes. pintar os cabelos. tiara amarela. sentir-se velha. sentir-se muito velha. querer dormir.

Categorias
Sem categoria

☂ macumbada

é isso. há mais de dois meses estou doente. desde sei lá, abril, não posso beber sem culpa. cada gole de cerveja é comparado a uma colher de gordura-super-saturada que desce pela goela e tranca no intestino. mas a doença mesmo começou com uma gripe fenomenal na primeira semana de férias. teve seguimento logo que cheguei em Buenos Aires e tive, pelo menos, três noites de tosse contínua (daquelas de não dormir e não deixar ninguém dormir). descartando todo o azar moderno que me ofendeu por lá, voltei sadia no meio da GripeA e pimba, dois dias em Santa Maria e uma gripe comum me atacou e pos na cama. tudo bem, tudo bom porque logo teria florianópolis e bons amigos. e tive, foi bacana participar daquela festa – de conhecer a bile de perto, dançar na boquinha da garrafa e perder a dignidade – pra sabem o quê? ir parar na unimed com mega-infecção na garganta, outdoors brancos no sininho, ter de cuspir a saliva num copinho porque simplesmente não descia pelo lugar comum. ok, eu só estava em florianópolis, não devo ter perdido muito. ok. voltei pra santa maria tomando antibióticos, na primeira segunda livre dos medicamentos fui num show de blues e na sequência tomei um pouquinho de vinho branco, afinal, é phino e útil beber vinho neste fril. ok. noite feliz. hoje, duas da tarde uma dor estranha no ouvido. assim. de leve… e agora? a garganta sangrando. quando isso vai parar?

meldels, que chegue dia 5 de uma vez, que eu entre logo na casa onde vai renascer o amor e a phe na vida. dels, to de saco cheio.