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Por aqui, tudo mais ou menos organizado.

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de julho pra cá

formatando o celular, a gente encontra fotos de momentos importantes. lá se vai doismilenove, o ano que mais me mudou – literalmente. rs

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previsões


tá vendo aquele cara lá? vai ficar com ele. e ele vai te destruir.

imediatamente depois de vê-lo pela primeira vez teve certeza de que a aproximação seria inevitável. também que depois da aproximação o melhor seria manter-se distante da melhor-amizade e do amor platônico. um dia aprendeu que as coisas destroem mais quanto menos esclarecidas são antes de virem a ser. difícil isso de chegar pertinho sem motivo pra ficar. ponto. tranquilize-se: o destino vai contribuir pra que tu te arrebentes toda, sempre. ponto. cadeiras vazias aproximam os solitários. os cigarros também. amigos: sabemos que não. que não. que não. que artistas não são pro bico dela. mas que sempre se mete com eles. com esses sinceros. sensíveis. grandes. barbudos. sabichões. é. sabe. se mete. se fode. cadeiras vazias. um comentário absurdo. um minuto de atenção. um relato intimo (vale qualquer coisa, inclusive: “este ano tive uma verruga embaixo do dedo mínimo do pé e matei ela com ácido”) para arrancar uma risadona. um sorrisinho safado. é assim que ela começa. de dupla. de saber-se diferente – totalmente oposta – e mesmo assim se meter lá no fundo do estranho. escuta: tu vai se perder no momento da aproximação. vai sim. tu sabe.

ps.: mas, se ele já te chamou de negrita, nenita e admirou o jeito engraçadinho que tu arruma o cigarro. esquece. como diria meu irmão nos anos 90: bailou.

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resposta

quando da primeira noite, ele mostrou seus filmes, ela deu graças a deus! eram bons. gostavam de se deitar emaranhados. quando ele não aceitou que fizessem planos e se disse em paz com a separação, ela soube que seria coisa de vida inteira, ainda que no vazio. quando se encontraram pela primeira vez, ela não teve medo, nem se percebeu encantada. gostava de acariciar o braço dele. as coisas ficaram penduradas no quarto dele, junto aos livros. achou que ele estava sofrendo. durante um bom tempo ela ficou deitada, talvez meses, os olhos teimando em só enxergar lembranças. no apartamento dele não havia espaço para a vasilha do cachorro. soube-o dançando em noite de alegria. queria que ela dormisse lá com ele. às vezes ela não conseguia. tinha uma casa e um sonho. entre débeis tentativas de esquecimento, queria tê-lo entre suas pernas. ele vivia entre o dever e a culpa. essa era a visão dela. ele propunha que se tornassem amigos. ela ainda pesava 41 quilos. aprendeu a forçar o ar para dentro de seus pulmões.