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de julho pra cá

formatando o celular, a gente encontra fotos de momentos importantes. lá se vai doismilenove, o ano que mais me mudou – literalmente. rs

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amenidade

arriscar-me por trilhas acidentadas? arrisco

tiro casca de ferida e deixo o sangue secar (fica aquela semi-bolinha, vinho-tintíssima) colorindo a pele rosa. quando vem outra, tiro de novo. escondo o sangue com papel só pra ver os círculos cor-de-vinho-tintíssimos invadindo dobra sobre dobra, a mancha esmaecendo, virando nada. a ferida seca entre ele – o papel – e a pele rosa, gruda, às vezes arde. quando cai o papel, nasce outra casca. a ferida vai ficando profunda. nunca sei se pela sobreposição de celulose ou distração. às vezes coça.

uma ferida nova eleva a anterior à cicatriz. quanto mais profunda a ferida, mais tempo pra criar casca. e nessa ordem, maior o cuidado no momento de amputá-la.

arriscar-me por trilhas já acidentadas? arrisco
quem dera o horizonte fosse uma linha clara.