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Buenos Aires Alterada


Há 20 dias, numa quarta-feira comum, eu tinha o emprego mais legal do mundo, a casa mais completa que eu poderia ter encontrado, era estudante do mestrado mais divertido das Américas e estava de rolinho gostoso com um Argentino. Nesse dia aconteceram três coisas importantes:

  • Mamãe me enviou dinheiros porque os meus tinham acabado;
  • Entre todos os e-mails diários, havia uma proposta de trabalho;
  • Dormi enquanto o rolinho falava.

Hoje é um domingo incomum e nos últimos 20 dias aconteceram muitas coisas importantes:

  • No emprego mais legal do mundo, mencionado acima, descobri pessoas “increiblemente copadas” e me despedi com o coração apertado;
  • No mestrado mais divertido das Américas descobri que gosto, really really, de saber mais sobre Arte;
  • Mamãe ficou feliz em saber que já não vou precisar do seus dinheiros;
  • O rolinho terminou.

Amanhã teremos uma segunda-feira diferente: ocuparei um espaço na sala cool do segundo emprego mais legal do mundo; ainda serei estudante do mestrado mais divertido das Américas – porém mais aplicada; não terei para quem enviar mensagens expressando minha alegria; plantarei muitas sementes nas minhas mini gramas e esparerei colher muitos mini-ouros. A partir de amanhã, meu lugar é aqui.

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de julho pra cá

formatando o celular, a gente encontra fotos de momentos importantes. lá se vai doismilenove, o ano que mais me mudou – literalmente. rs

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La molestia de los imberbes

Nos enfrentamos hoy en día ante un grave problema de rebeldía incontrolable. Un caos que se esparce viralmente sobre nuestros hábitos y conductas. Ellos nos sofocan y coartan nuestras actividades haciéndonos sentir presos en nuestro propio espacio. La meta es controlarlos para recuperar nuestra deseada libertad.
La historia ha demostrado que, cuando los niños estaban contenidos, permitían el bienestar de la sociedad. Pero hoy en día han liberado a esos pequeños demonios que se mueven en masa y arrasan con todo lo que hallan a su paso. Efectivamente, nos referimos a ellos, los niños. Esas criaturas insaciables que violan los paquetes de alimentos en los supermercados y esparcen su contenido por doquier. Esos imberbes que nos manipulan para lograr sus objetivos, succionando nuestra energía y dinero a cambio de dulces nocivos y juguetes.
Ellos nos interceptan, están al acecho en las veredas, en los shoppings, cines, teatros, consultorios médicos. Se han convertido en una epidemia. Creemos coherente y urgente su limitación en los viajes de transporte público. No estamos dispuestos a soportar un llanto más, los caprichos y berrinches.
La sociedad los ha provisto de derechos que les han brindado poder y dominación transformándolos en máquinas movilizadoras del capitalismo. Esta situación no puede continuar. Es alarmante cómo irrumpen en nuestra vida cotidiana. Han llegado a doblegarnos. Tal lo demuestra el caso de Matías, “el psicótico del chicle”. Su perfil molesto se caracteriza por pegar goma de mascar en los lugares más incómodos, como los cerrojos de las puertas, las máquinas de monedas de los colectivos y en los pasamanos de los changuitos de supermercado. ¿Le parece un paisaje Naïf? ¡No! Esto es producto de padres negligentes y un sistema que los ampara.
El caso de Matías legitima un modelo, un líder aspiracional para miles de chicos que siguen sus pasos en busca de fama y gratificación. De esta forma, la masa se torna incontrolable y la única vía posible para detener y revertir esta angustiosa y turbulenta situación es imponiendo leyes.
Los niños deberían portar licencias para transitar en medios públicos. Aquellas parejas que opten por tener descendencia deberán poseer vehículo propio para el mejor control y seguimiento de sus hijos de manera de no atosigar a otros ciudadanos. De lo contrario, serán multados y condenados a atender a grupos de niños. Impulsamos la clasificación cromática de los menores codificándolos según su nivel de hiperactividad. Las más hiperquinéticos portarán el rojo en su vestimenta y los menos, en verde, ya que el blanco no es meritorio para ninguno de ellos.
Queda abierta la participación de todos los adultos responsables que sostengan la idea de continuar la tarea civilizadora de nuestra ONG.
Carla Arend y Cecilia Arzeni
“Víctimas de la realidad”
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fazendo uma pequena pausa na tecitura do último trabalho deste cuadrimestre (último trabalho de algum seminário, porque faltam outros que não precisam ser obras maestras) utilizo este humilde espaço para perguntar-lhes se eu, deveras, não me importo com a opinião dos outros. não me importo? é verdade que não importa o que os outros pensem, minha verdade é a que vale? achei que era flexível. mas fiquei pensando nisso depois que o roomie comentou algo enquanto discutíamos sobre ir de metro ou de onibus. eu sempre prefiro ir de ônibus – menos quando estamos muito atrasados – e neste dia estávamos, mas o ônibus nos deixaria mais perto. no final das contas, como ele começou a discussão dizendo que eu NUNCA abria mão de nenhuma idéia, fomos de metro. será mesmo? fiquei pensando.


meu notebook mimimico com alma de mac não liga mais. viram? não se pode creer em uma alma.


desde quinta estou feito louca lendo textos pra responder duas perguntas de um trabalho que tenho de entregar amanhã 19h e ainda não desenvolvi nenhuma linha que faça sentido. me caíram os butiás dos bolsos lendo esses textos. minhas aulas de história da arte não serviram pra nada. a gente é muito burro. J. Berger é o cara. eu preciso desenvolver uma técnica para escrever textos argumentativos académicos me baseando na opinião deles. porque a minha humilde opinião não serve para nada. citando a professora ledesma, nosotros, los académicos, somos una fantochada.


podia ser pior. podia já ser agosto e eu podia estar enfrentando el tema de la escritura da monografia da especialização. ou pior. ali por setembro de 2011, quando a “tesina” vai ser a minha amante.


já contei que tenho um emprego e que é o mais legal do mundo? isso merece um post inteiro. mas é amiguinhos, eu tenho um emprego pra começar dia primeiro. e é divertido. e sim, voltei a ser vetor do capitalismo (gustavo galo cinza e a nossa senhora da bicicletinha já diziam).

boa noite, sucesso!

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Prólogo a la Narración

Postura para lectura: 1- Tome la hoja con ambas manos; 2- Sienta la columna recta, desde el cuello hasta el coxis. Ponga las rodillas a la altura de la cadera y las plantas de los pies tocando el suelo; 3- Respire, inspire, exhale; 4- Rote la cabeza unos 25 grados, alineando la vista con el texto; 5- Proceda a leer de izquierda a derecha, de arriba hacia abajo.

Esta postura, según Jung, es la que permite que, al circular el aire por el cuerpo, los sentidos se conecten y haya una utilización racional y concentrada de acciones y tiempo. Esto favorece las sinapsis de las neuronas, y aún permite una más rápida conexión de los discursos que están en su memoria. Esta es la única manera posible de leer el texto que tienes entre tus manos.
[lector] – ¿Puedo sacarme los zapatos?
[autor] – Totalmente recomendable. Tienes que estar en conexión con la tierra.
[lector] – ¿La presencia de otras personas influye en la lectura?
[autor] – Si no tienes el poder de concentración necesario, influye. En tu caso, aconsejamos aislación.
[lector] – Si escucho golpes en la puerta, ¿debería cortar el proceso de lectura y abrir?
Unos zapatos tirados al costado del sillón. La luz baja, una música suave de fondo. El olor del papel y de la tinta, la cercanía del diccionario, lápices y la botella de agua con un vaso a medio tomado. Un hacha en la mesa ratona. Silencio. Un rastro de sangre. Una hoja en el piso.
Fin.
AREND y GUEVARA
tou bem feliz, esse texto a gente fez como exercício na aula hoje, tinham que ser 4 parágrafos e cada parágrafo tinha que ter uma sequência discursiva diferente. a gente escreveu em dupla, em 10 minutos, o professor corrigiu na hora e encontrou semelhanças com o Cortázar e com o poeta Jacques Prévert (Pai nosso que estais no céu…Ficai por lá! Que nós, Nós continuaremos na terra Que por vezes é tão bonita).
eu sei que essas aulas de escritura pouco tem a ver com o mestrado, rs, apesar de serem lá e de aparentemente a dedicação do professor estar bastante voltada a minha pessoa (ele fala em português comigo – amo), mas é a minha favorita. a favorita das prediletar. queria tarefa todos os dias.
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atualização ou, mãe, tá tudo bem

a internet da dona guillermina ta muito ruim. até o google trava. a semana anda corrida. tem um colóquio mega bom acontecendo no mestrado e, pra minha alegria individual, a maioria dos exponentes são brasileiros. o nome é “geografia celulares”, pois vem junto com uma exposição baseada na temática das tecnologias móveis. o dia da abertura foi do caralho, uma função chamada “shader”, projeção de fachada sobre fachada. animação e música eletrônica em cima disso tudo. na sexta fomos a um parque de diversões que fica uma hora em trem da cidade. andei em três montanhas russas e deixei pra vomitar na saída do brinquedo mais idiota. jogamos guittar-heroe e dançamos naquelas maquininhas de adolescentes. aí faleci até sábado, quando estudei o dia inteirinho e de noite fui numa festinha na casa do pai do amigo de um amigo de um colega, que tinha uma banda chamada “no banda” e a primeira música era do Jorge Ben. domingo eu não lembro. além de estudar acho que fui ao supermercado. sim. isso, fui ao supermercado e comprei uma balança. segunda e ontem foi colóquio e estudos. Terminei da analisar um frame do Deserto Vermelho, o primeiro filme colorido do Antonioni, pro trabalho final de ética, e depois comparei as éticas kantianas e deónticas. bom, fiquei até as cinco da manhã comparando as éticas e já ir postar no twitter alguma reclamação sobre este meu estado de pânico acadêmico, mas aí lembrei que no ano passado eu estava em pânico por passar os dias diagramando ofertas de mercado e não é moralmente bom reclamar se não é de verdade e se nosso estado atual não é de paz interior.

ta, mas o mais divertido é que fiz uma aposta engraçadíssima com duas colegas, tem a ver com a balança e aulas de dança latina. fui dormir seis da manhã e as 10h tinha que rebolar no meio de outras 30 mulheres.

fotinhos do parque pra animar a festa. ah, esqueci de contar que perdi as calças em um brinquedo. tá virando moda eu perder as calçar nos eventos, depois conto os detalhes



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as terças e as sextas

são os dias que não tenho nada obrigatório pra fazer. sim. tenho os textos. deveria ler uns trinta-e-nove artigos por hora pra ver se recupero a cultura que ficou anotada nos rótulos das cervejas que bebemos pra comemorar a vida. mas não consigo. hoje comecei com o meu amigo ari – o stóteles – e logo estava com as pernas verticalmente contra a gravidade comendo maçã – argentina – e lendo o utilitarismo, do stuart mill. me aborreci bastante. fui tomar um banho no banheiro com banheira-que-não-se-usa enquanto ouvia los hermanos. o tempo está meio murrinha hoje. de todas as maneiras, sequei os cabelos com secador de cabelos, cumprimentei o roommiiee querido e conversamos sobre algo do construtivismo enquanto ele analisava a linha do tempo que construí nas paredes do meu quarto pesquisando sobre a bauhaus e percebia que o post-it da bauhaus tinha caído. então me despedi e saí com os livros pendurados, o cachecól em uma mão, a caneta marca textos na boca e uma sacola de roupas sujas que fez o favor de cair no elevador. desci pelo elevador do mal – o da esquerda vai de leve, esse da direita é apressado, apita e estaciona de soco. conversei com o porteiro – que agora sabe a minha origem e cada dia vem com uma palavra nova. a china da lavanderia já sabe meu nome e que prefiro as roupas sem perfume. tá. aí fui pra uma cafeteria que tem na esquina de casa. dels. vi o garçom latino mais lindo do bairro. tomei leite com chá e comi tostadas com cream-queso, mientras lia mais um pouco do utilitarismo do mill e observava por cima dos óculos a ginga do garçom. escureceu. pedi a conta. deixei a gorjeta. ele até sorriu. deixei cinco pesos. ciiinco! ok. aí fui no banco porque amanhã é dia de pagar o aluguel. aí, no caminho pensei que aqui em buenos aires, se tu tá meio aburrida, é só sair na ruas e pensar que é figurante de algum filme argentino. o teu cabelo fica bagunçado e a franja sempre entra dentro dos óculos. tu sempre perdes o cachecól. os livros caem e tu sai toda retardada correndo atrás das folhas que ficam voando. os vizinhos mais lindos levam os cachorros pra passear. as senhoras discutem com os porteiros. os motoristas respeitam o sinal – isso nos dias que eu quero ver o mundo bonito, claro.

🙂
tá acabando a terça, vou no cinema com uma colega. amanhã é dia de aula de ética, com aquele professor simphatsicow! beijos,
_
esqueci de contar que no banco, ou melhor, fora do banco – é que aqui entra um por vez no caixa eletrônico – tinha um pai com dois filhos, um de dois anos e outro de quatro, creo. o de quatro queria saber porque ele precisava sacar dinheiro e o pai explicou que tinha de pagar o estacionamento. o filho então disse: mas porque tu tem que pagar se é teu? o pai explicou que não era dele, que ele apenas alugava o local para guardar o carro. o filho então entendeu que o pai não era o dono de todos os carros, ou melhor, entendeu por que todos os dias saía de casa com o mesmo carro. uns trinta segundos depois o disse: mas em fevereiro tu paga mais barato, né? o pai pensou… o filho disse: sim, fevereiro é um mês com menos dias, tu tem que guardar o carro menos vezes. e disse mais: é muito caro para guardar as coisas. tinha que ser sempre fevereiro pra gente economizar.
aí eu pensei que o capitalismo não tem volta.
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aula de ética

primeiro dia. chegar 15 minutos atrasada. sentar num canto, em uma cadeira baixa. não ter comprado a bibliografia. não ter referências básicas de aristóteles. ter, outra vez, de se apresentar em público. o mestre ficar assustado por ter uma aluna americana. o mestre ficar tranquilo quando ela diz que vem da universidade federal de santa maria. ficar tranquila por ser reconhecida como brasileira e oriunda de uma academia com boa fama. cruzar os dedos das duas mãos e, erguer um pouco o pescoço pra que o professor lhe possa identificar o rosto. dizer que está ali para abrir a cabeça. que está ali porque quer pensar mais. que está ali porque lhe interessam as novas tecnologias. a relação do homem com elas. a relação do homem com os outros homens por causa delas. a vida. ter que suspirar após dizer que lhe interessa a vida e ouvir risadas dos colegas e do professor, aliviados, pois a estranjeira é divertida. encerrar a apresentação. silenciar o celular. pegar papel. pegar bic. escrever a data. a aula finalmente começar e não entender absolutamente nada porque esta no fim do fim, o professor está gripado e fala muito baixo e muito rápido. a cabeça começar a doer. a doer. sentir que flutua. sentir que a perna esquerda adormeceu. entender que a moral é a moral da ética. lembrar de tudo o que tem pra fazer amanhã. lembrar que em casa tem remédio pra dor de cabeça. anotar. desenhar. anotar. virar a página. esticar-se entre os dois colegas da frente tentando filtrar o ruído emitido pelo mestre. entender que ele é engraçado. altamente engraçado. perceber que é bonito. perceber que, por nossa senhora da bicicletinha, o professor é um bonito. sair para o intervalo. comprar um café duplo e forte. receber massagem na mão para aliviar a dor da cabeça. comer um brownie. tomar um café. comprar a bibliografia. voltar pra sala. agradecer a colega mexicana que gentilmente cede uma cadeira mais a frente. achar que uma colega tem a voz mais irritante do mundo. achar que a outra colega é muito convencida. babar pelo professor. pelo professor engraçado. afundar-se em aristóteles. falar de morte. ouvir o professor falar de morte e lembrar da morte do amigo. chorar na aula de ética. lembrar do amigo. anotar o dito mais importante da vida: “todos sentimos dor diante das mesmas circunstâncias”. querer dormir.

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timeline

calra diz:
comecei na idade media
e dividi tudo pelos períodos da historia da arte
agora to colando os papéis da política
jah fiz das grandes descobertas e invenções
amanhã ponho o cinema e a literatura
joao. diz:
hahahahaah, adorei. não sei como tu conseguiu ficar num quarto tão branco até agora..
calra diz:
tudo pra conseguir entender o mundo quando marx, nietzsche, habermas, tititit, e hegel escreveram as coisas bonitas q eu tenho q ler
hehehe
joao. diz:
hahahahahaha
eu sempre penso que eles são atemporais, pra não me irritar muito
calra diz:
eu não posso me irritar. não no meio daquela gente grande.


hoje tive duas horas de aula sobre o capital. e entendi tudo :}