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aniversariante do dia

nada como no ano passado. mas bem tranquila com relação as coisas que mais me importam. as pessoas, no caso, os meus amigos. são uns bonitos. e eu sou uma feliz. e uma feliz com motivos. já passou a crise da briga, infelizmente tenho um buenos días a menos pra dar, mas uma cozinha limpa todos os dias. o resto da comunidade agradece. hoje tive crise de cálculo renal outra vez. ontem fui na exposição do andy warhol e hoje numa mostra de animações ultra-tecno-lógicas, bem legal. acho que eu queria uma roupa nova pra passar o aniversário, mas meu dinheiro acabou. vai ter festinha-na-argentina. achei um cabelo branco agora pouco, dei um grito e quase chorei. vocês já viram o google wave? eu fiquei bem louca com isso. preciso de um emprego, parece. ainda quero passar as férias na província. sonhei que eu matava colombianos. haha.
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balada forte

no hospital ontem. chegamos a 9.75 na escala da menor dor, que é 1, pra maior dor, que é 10. até chorei e pensei que fosse desmaiar. mas não. as amigas estavam lá e as pessoas da clínica são tão, mas tão queridas, que mais parecem as amigas da sua mãe quando você tem 8 anos de idade. mas tá, suero no braço por umas duas horas e soninho na casa das gurias pra recuperar as doses de endorfina que estavam circulando na corrente sanguínea. sonhei com o herói do toy story e com um monte de colombianos-adolescentes-maus. sonhei com meu sobrinho de 4 meses tinha uma arma na mão pra me defender. que a gente corria dos colombianos e ajudava o toy story e vencer a guerra que havia sido instaurada no palácio da livraria da mente, lá na tuiuti, em santa maria. sonhei que eu ficava nua e viajava em elevadores baleados, uns apenas para macas. que deixava o sobrinho com alguns refugiados pra conseguir encontrar mais armas. sonhava que a cama quebrava. por alguns minutos acordei e pensei que estava em santa maria. a dor me fez descer o travesseiro pra altura dos rins, querendo que dormissem um pouco. esperando que amanhecesse de uma vez. precisando organizar a vida.

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la piedrita

Pior que cálculo renal, é cálculo renal fora da área de cobertura do seu plano de saúde. E pior que a dor do cálculo, é o sofrimento de já conhecer tudo o que você vai ter de enfrentar nos próximos dias se ele realmente estiver habitando o seu rim direito. O seu riñon derecho, no caso.

Da primeira vez me fizeram agonizar aproximadamente 3 horas até receber aquele soro maravilhoso puri morfina. Pensaram que tinha bebê. Ninguém me acreditava. Uma guria sozinha com cólicas fortes, menstruação irregular e com idade sexualmente operante. Esperei e viram que não tinha bebê nenhum. Achei chato o leito do hospital. Mas tinha um enfermeiro bonitinho.

Da segunda vez não consegui bancar a machona e ir sozinha, cheguei chorando no trabalho da mãe, que me pos num taxi e obrigou-lhos (no hospital) a me darem a injeção mágica em menos de meia hora!

Da terceira vez que é agora, acordei com aquela dor. Falei pra amiga. Podia ser uma puta de uma cólica menstrual, né? Me ataquei, doeu, chorei. Me embolotei e dormi. Acordei. A dor. Sim, vamos ao hospital na argentina. Aí uma amiga liga pro seguro de vida. Que me liga. Que pergunta meu CEP e uma porção de coisas pessoais. Desligam. Me encolho no travesseiro. Ligam de novo. Tudo certo: Sanatório Mater Dei. Me dão o endereço. As amigas vem e me acompanham. Bem bonito o hospital. Santiago o nome do médico. Uma graça de Santiago. Me explicou tudo, falamos de futebol, olimpíadas, pedras nos rins, casamentos, meu-sotaque-de-americana-alemã-nada-brasileira, apertou minha barriga, escutou minhas costas, ensinou a fazer xixi no potinho, acompanhou ao banheiro, mimimi. E depois pediu meu telefone. Pra avisar sobre o exame. Dez da noite liga perguntando se posso ir pra clinica fazer outro exame pois encontraram caca no meu xixi. Aí me fiz de difícil, porque tava vendo filme com as amigas e chapada de remedinhos. Amanhã vou lá. Depois conto.