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Por aqui, tudo mais ou menos organizado.

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entre as perdas e o tempo

perdi o celular e comprei um despertador
perdi o ônibus e viajei de trem
esqueci o mapa e ganhei a quadra
na quadra encontrei o moço
no moço vi um sorriso
na quadra que ganhei e que tinha um moço onde vi o sorriso também tinha um buraco

no buraco eu caí

aí, o despertador que comprei por que perdi o celular tocou tarde, perdi o ônibus e viajei de trem (sem mapa): fim.

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alô, paixão


alô, douçura.

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Férias

Olho a coluna social e vejo fotos de jovens “curtindo a tarde com os amigos no clube” e “se preparando para encarar o sol do litoral” e me arrependo amargamente de ter me emancipado tão cedo e não ter sido uma adolescente popular e gostosa. Bons tempos aqueles de férias de três meses, porquê, MÃO DO CÉU?!, porquê, PÉ DO CHÃO?!, é que eu sempre inventava atividades para estes períodos e não podia, simplesmente, passar as tardes analisando os corpinhos e me preocupando MUITO com as calorias ingeridas nas pipocas em frente a televisão. Penso que hoje as coisas seriam mais fáceis. Imagina?

Saudade dos 17 anos.


Tá, aí vem aqueles comentários de consolação que me me me porque tu era muito estudiosa e sempre foi muito criativa e teve sempre doze milhões de bons amigos e tua mãe te ama e até que teu rosto é bonitinho piriri parará e me me me. Não interessa. Hoje concluí, com uma amiga, que sempre fomos garotas estranhas. Sério, quem aqui já dedicou duas semanas das férias de inverno pra ajudar as freiras da escola a desenhar faixas pra um desfile?! hã?! hã?! as gostosas sempre desfilavam e eu tinha que montar os cenários e ajudar nos figurinos e parara. até quando dirigi a peça de teatro que foi premiada na sétima série tive que ser a “fonte” porque senão ia ficar de fora, mas eeeeeeeeeeeu dirigi e sim, também segurei a garrafa pet atrás do cenário pra aguinha de verdade cair pela minha obra-fonte. pf.

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descritiva

aprecio meus momentos de graça. quando estou consciente de que preciso pensar minha criatividade definha. não gosto de ser observada enquanto tramo os pensamentos. funciono bem comigo mesma, embora meu combustível atual seja a coletividade. ser adulta me tira a liberdade.

mesmo assim, continuo boa atriz. sou feliz e não nego. tenho a maior força do mundo quando as coisas me são de fato. quero conhecer além da liberdade do que é. não sei explicar. às vezes encontro a minha mesma numa pluma que me voa aos pés. às vezes me perco diante do espelho.