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embora

amanhã.
dispenso olho gordo. vai ser meio em vão, se alguém puser. diz o fabinho que olho gordo é uma praga. talvez o olho gordo tenha me posto doente, sem bolsa e sem teto. prefiro pensar que foi o período astrológico não auspicioso às mudanças. mas vamos lá, outra vez, bater na mesma portinha pra ver o que acontece. mando notícias, do lado de lá, pra quem fica. um beijo. obrigada pelas despedidas. espero que esta não seja a última.

:}

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☂ macumbada

é isso. há mais de dois meses estou doente. desde sei lá, abril, não posso beber sem culpa. cada gole de cerveja é comparado a uma colher de gordura-super-saturada que desce pela goela e tranca no intestino. mas a doença mesmo começou com uma gripe fenomenal na primeira semana de férias. teve seguimento logo que cheguei em Buenos Aires e tive, pelo menos, três noites de tosse contínua (daquelas de não dormir e não deixar ninguém dormir). descartando todo o azar moderno que me ofendeu por lá, voltei sadia no meio da GripeA e pimba, dois dias em Santa Maria e uma gripe comum me atacou e pos na cama. tudo bem, tudo bom porque logo teria florianópolis e bons amigos. e tive, foi bacana participar daquela festa – de conhecer a bile de perto, dançar na boquinha da garrafa e perder a dignidade – pra sabem o quê? ir parar na unimed com mega-infecção na garganta, outdoors brancos no sininho, ter de cuspir a saliva num copinho porque simplesmente não descia pelo lugar comum. ok, eu só estava em florianópolis, não devo ter perdido muito. ok. voltei pra santa maria tomando antibióticos, na primeira segunda livre dos medicamentos fui num show de blues e na sequência tomei um pouquinho de vinho branco, afinal, é phino e útil beber vinho neste fril. ok. noite feliz. hoje, duas da tarde uma dor estranha no ouvido. assim. de leve… e agora? a garganta sangrando. quando isso vai parar?

meldels, que chegue dia 5 de uma vez, que eu entre logo na casa onde vai renascer o amor e a phe na vida. dels, to de saco cheio.

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entender é um outro nível de ignorância

jamais sobreviveríamos à liberdade de leves e inconsequentes ações.
atrás de sutilezas que não podem ser descritas.

estamos no mundo ao mesmo tempo.
você respira, tosse, respira, dorme, espirra e eu não posse deixar de sentir.
Ora!, foge do meu controle.
não posso fazer nada, não há solução.

minha depressão é como os acordes de um piano, tecla por tecla, branca e preta, uma alma angustiada. me traz ao corpo tules de roxo escuro e à cabeça tiara de tristes pedras. rega minhas flores com sândalo da índia, enche a minha bolsa de moedas sem valor, cobre minhas pernas com meias de arrastão. e desta forma, feito dama exagerada, esconde o meu rosto, máscara de um baile à fantasia.

entretanto
belos e eternos: nada.
Belos e eternos nada.

e quase não sou mulher o suficiente pra tanto Isso.
f.y.

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metade direta do cérebo congelada, com alecrim

e se fechássemos os olhos neste instante assim mais forte um pouco mais forte encolhendo os lábios de tanta pressão nas pálpebras que cor você vê? eu vejo amarelo na verdade eu vejo um pouco de amarelo sobre o preto não não sei o que isso significa talvez ânsia,

tinha que ser proibido conhecer pessoas interessantes quando se está saindo de uma cidade, da última vez que aconteceu com uma amiga, ela voltou pra cidade de onde havia acabado de sair. essas coisas do coração, sabe? eu me proibo, eu me nego. hahahahaha. medrosinha, vai lá, toma o café, não vai morrer.

e tu jah tentou pressionar os dentes os terceiros molares contra os terceiros molares até sentir uma dor e ouvir um zunido agudíssimo? é engraçado porque parece que tem alguém coletando sangue do teu braço enquanto tu sobes a serra e o ouvido fica meio tapado sabe mas engolindo uma saliva bem grande destranca,

eu só digo essas coisas, porque é muito mais fácil não ter apego. tu já não tem mais objetos pra se apegar, né? o que tu tem nas mãos agora?

quando faz muito frio eu penso que as mãos vão congelar e que os dedos vão se desprender delas tipo aqueles gelos pontudos que nascem nos congeladores das geladeiras como se fossem uns picos de cavernas secretas da terra do papai noel

a mochila e o destino. umas vezes a gente tem que ir embora não pra ganhar mais dinheiro, trabalhar menos ou ter vida mais fácil. a gente tem que ir embora pra se renovar. não que todas as pessoas necessariamente tenham que se renovar e ficar indo embora. a gente tem que ir embora pra procurar. só isso. sabe?

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a cafajeste

se fez de gatinha. na primeira abordagem ficou assustada. na segunda, se fez de rogada. no cortejo permaneceu elegante. no cinema não foi. pro café arranjou desculpa. respondeu as cartas com atenção. permaneceu sem óculos na web-cam. ouviu todas as músicas que ele mandou. dispensou atenção. escreveu por extenso. não disse que sim, nem que não. não podia, já tinha outros planos, sabia. contou que gostava de pessoas com planos, por mais simples que fossem. ele não perguntou dos planos dela. ela não contou. ele esperou pelo beijo. ela foi embora sem dar, vingada por coisa nenhuma.

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mansidão

às vezes estranho coisas que não disse. geralmente acontece aos domingos, perto das cinco da tarde. lembro da surpresa de ver pela primeira vez o quarto alinhado, tenho um sentimento puro e bom, quero estar ali e nada mais. vejo o sol desenhado em quadradinhos no chão de parquet descasdado, acompanho o pé direito que é alto até a lâmpada semipendente, pela primeira vez, desligada. a veneziana semi aberta me direciona a lugar nenhum, talvez para a parede do quintal onde criavam os ratos, ou para algum resto de céu azul iluminado, com poucas núvens. são aproximadamente cinco da tarde, frio de julho da santa maria, o velho casaco de veludo cotelê marrom se confunde com os cobertores sujos. as portas cinzas, embaraçosamente abertas, desviam minha atenção, que, naquela tarde, não queria se importar com nada além das quatro mãos e das duas bocas sorridentes. mas as portas abertas e o vento do corredor a desviam e, logo, o desprezo toma o lugar da fantasia, o mesmo cheiro cinza e o mesmo vazio. ele, eu e nada. volto a ficar sozinha.
às vezes estranho coisas que não disse naquela tarde, me encolho, aceito a condição e volto a trabalhar.

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alô, paixão


alô, douçura.

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SUSPENSIÓN DEL ENCUENTRO LATINOAMERICANO DE DISEÑO 2009

La Coordinación del Encuentro Latinoamericano de Diseño informa que la IV Edición del mismo ha sido suspendida como medida preventiva a raíz de la epidemia declarada de gripe A (N1H1) en Argentina.

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enfim, tou com a vida suspensa.
suspenderam o encontro, suspenderam os cinemas, os teatros e as matrículas. ESTIMADOS, por favuer: suspendam o mc donald’s e suas demoras de 20 minutos também, então. por favor, suspendam os senhores reclamões e as mulheres faladeiras. suspendam a dor de cabeça e o desejo de um notebook novo. suspendam a chuva da santa maria e o sono dessa vida. suspendam as esperas e as expectativas.

percebi que tentar andar sobre caminhos suspensos me deixa nervosa. muito nervosa. não quero. nhá.

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hay que esperar hasta el lunes


a UBA – universidade onde farei o mestrado – fechou as portas e soh reabrira em agosto. parece que todos os locais publicos tambem fecharao. eh estranho estar no centro da tal “pandemia” e nao sentir a crise. mas tah. nao tenho nada pra fazer aqui sem os lugares do governo abertos, sem escola de espanhol e sem apartamento. nha. e todos dizem: HAY QUE ESPERAR HASTA EL LUNES. enquanto esperamos, ouvimos musicas argentinas, sou roubada, fecho as malas, vou no pacha, como empanadas e cutuco os dedos dos pes.

a filosofia da amiga ellen se confirmou e eu jah vou voltar, santa maria, aih vou eu – de mascara, claro.

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halls de melancia


e o primeiro post desde buenos aires. tou tossindo um pouco, menos do que ontem, em sao gabriel. nao eh gripe porcina, porque eh a mesma tosse seca e nervosa da semana passada – quando ainda nao tinhamos nenhum caso da influenza na santa maria. acabei de acordar, meio de susto, dormi duas horas no quarto das gurias – enquanto elas estudavam. agora a lu voltou e deveremos ir ao supermercado. ainda nao desci do apartamento – claro, estava lah embaixo antes de subir. buenos aires parece a mesma. talvez um pouco mais madura.

disseram algo como que, se a cidade nao muda pra gente, a gente muda pra ela. ou sonhei. mas achei bonito. nao mudar de se mudar, mas mudar de se adaptar. a cidade segue igual, sempre, as pessoas em seus estagios diferentes eh que vao e vem delas, construindo as paisagens e deixando memorias.

eu vou la antes de terminar o halls de melancia, porque as empanadas da tarde jah se diluiram no meu sistema digestorio, estou louca para caminhar pelas calcadas de palermo e deixar que as luzes das casas se acendam pra mim.