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Trameleiros, voltamos!

Já não tava mais suportando a saudade do tramela e como o blogger resolveu ser bacana e colocar umas ferramentas mais divertidas, voltamos sem titubear :).

Desculpem por ter fechado as portinhas sem avisar, o tramela foi vítima de um ataque de nervos envolvendo domínios desaparecidos e escoriações de desenho, mas acredito que agora está tudo bem. Boa noite! Tou faceira!

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Intimidades

Às vezes fico com saudade de contar alguma intimidade aqui no Tramela. Hoje tive a conversa mais longa da minha vida com meu pai por telefone: três minutos e meio. Foi bom. Depois comi doce e ele foi no circo.

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Por aqui, tudo mais ou menos organizado.

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é que foi muy loco. trabalhou o dia inteiro sem intervalo de almoço e saiu, antes da aula de agátêemeéle, pra comprar luzinhas de natal. chegou em casa e lembrou que não tinha comido. antes de comer, porém, organizou o balcón, pendurou as luzinhas, trocou a mesa de lugar e acendeu muitas velas perfumadas. precisava tomar banho antes que chegassem os outros, que nem eram convidados dela, mas que estariam ali. na hora do banho percebeu que a banheira precisava ser escovada. escovou. durante a ducha sentiu tanto sono que esqueceu de passar creme nos cabelos. pensou em dormir. tinha fome. depois de comer sentiu uma dor no lado esquerdol. chegaram as pessoas e a festa começou. dor. festa. orações. vontade-de-não-estar. coca-cola. dor. remédios. dormir-com-música. lexotan. três. sábado de manhã para descobrir a gentileza de um argentino. conhecer o ladoB de Buenos Aires. Puente Alsina. o bairro mais perigoso da cidade. nunca andar sozinha por aqui. ejército de la salvación. o bairro dos loucos. todos são loucos aqui, disse ele. aquela mulher ali também? perguntei eu. todos loucos. nosostros loucos, disse ela. loucura se transimite pela ar, concluí. punir os infratores de trânsito com tirinhos de tina nos carro. logo pensei em atirar ácido. amigas. terraza. ventinho. protetor solar. conversas de meninas. brigadeiro. casinha. dormir. dormir. e no meio da noite acordar pra dançar um roquenrrol. sonho? qué sé yo. hola, como estás? cómo te trata Buenos Aires? Cómo te fué en el finde? Hola, cómo estas? Tenés fuego? Ahora deberías comprar la cerveza para que te perdone. Quien dijo que quiero tu perdón? boludo. eres un boludo de mierda. o sol traz o sono. o sono traz uma mensagem no celular. o celular toca e do outro lado alguém pede ajuda e talvez chora. oferece o ombro e dorme enquanto falam. sente-se mal por não poder dedicar atenção. se sente esgotada. então ele a abraça e diz que vai ficar tudo bem. dormir e então acordar para mais um dia de amigas felizes. pintar os cabelos. tiara amarela. sentir-se velha. sentir-se muito velha. querer dormir.

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to viva, parte 2

agora eu passo 19 horas por dia conectada, sonho que estou conectada e nao tenho tempos disponiveis para atualizar o brogui. e tambem nao tenho acentos. e confesso que estou escrevendo em um caderninho antes de dormir. mas nao, nao vou deixar escrever por aqui porque isso eh muito blase e ainda nao tenho tal nivel intelectual – risadinha.

tomei o onibus errado na saida do trabalho porque corri e acabei indo parar em um bairro de provincia, quando me dei conta estava passando por um BINGO DA ALEGRIA e desci desesperada em uma rua que nao tinha nem semaforo para pedestres – jah nao sei cruzar por onde eles nao estao, corro serios riscos de ser atropelada.


tirei meu primeiro NOVE do mestrado, foi no trabalho de ETICA – aquele que eu tive que ler aristoteles, lembram ? fiquei feliz.

o meu trabalho novo eh muito legal! ainda nao deu tempo de jogar wii e nem de ficar na terraza tomando sol, mas jah me aproveitei da maquina de guloseimas gratis! ando bem louca, no pouco tempo que durmo sonho com vacas voadoras e picks. nunca pensei que manter 3 e-mails com super demanda de respostas, 2 twitters e 3 facebooks fosse tao emocionante. ando com sintomas de tendinite.
dia 20 chego na santa maria, espero que seja bem feliz. mas nao vou esperar muita coisa. soh queria uma polares com dce amigos mates parque churrasco e conversas de como se de lah eu nunca tivesse saido.
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Detalhe eh singular


e a minha alma de mac esta sem acentos, espero que entendam. como disse o canterle, a gente nao esperava muito do Detalhe. ele nao foi produzido para passar na tela grande e nem pra fazer da Fran a melhor atriz pela mostra nacional. ele soh tinha a responsabilidade de tentar ser sutil ao mostrar que a transmissao vertical da aids eh uma realidade e que muitos adolescentes sao mais fortes no trabalho de viver – com essa coisa – do que muitos de nos, adultos e saudaveis, com alguma gripe de sete dias. a ideia do Detalhe era materializar uma tese de doutorado sem apontar graficos. era condensar a [d]pureza de historias incrivelmente reais em um relato fluido e leve. o Detalhe nao sabia direito se era um documentario. a gente preferiu chamar de mockumentary, mas depois chamou de curta. o Detalhe queria cumprir um objetivo, acho que deu certo: representou a tese e foi academicamente bem visto. depois fez mais. foi meio alem e nos deu um monte de presentes no smvc. e pode parecer pedante dizer que a gente nao esperava nada. hehe. mas assim foi.

:}
nunca vou cansar de agradecer todo mundo que eu incomodei pra que o Detalhe saisse do word. thais, luara, laurinha, canterle. ah, o canterle! o bobby (!!!) e a fran (tchurururm!). fabinho. muso. fernando. leandro. gerson. grassi. jalil. lobatinho. pai. mae. irmaos. zeh. os chefes. allen. daiani. barbara. ronalddacruzjung. ernesto. azeitona. queridaspentefinianas. a paz. a finish. a triade. a bild. a capes (haha) e a cris, a dona da tese. muito obrigada.
e vou dizer outra vez que tenho os melhores amigos que eu poderia ter. muito obrigada por me fazerem presente nestes tempos de saudade. assim eu fico com vontade de voltar. de voltar pra tudo o que era aih, na minha querida provincia da santa maria da boca do monte abafada molhada e cheio de historinhas carimbadas. obrigada.

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passiva

você não sabe, mas é bastante complicado disfarçar a angústia por uma espera inútil. você não imagina como eu te esperava quando marcávamos qualquer coisa. você quase nunca vinha. mas quando vinha sem avisar, me crescia uma alegria quase insuportável por estar ali. então eu ficava mais bonita. eu sei que você não fará nada, eu sei que não devo esperar absolutamente nenhum movimento seu. tem gente que é assim. eu sei. mas sempre fico querendo te dizer de como eu esperava você passar. cuidava pela janela do ônibus quando cruzava pela sua rua. esticava o pescoço e me punha nas pontas dos pés diante de qualquer multidão. ninguém sabia porque. talvez nem eu. você quase nunca estava lá. estou meio repetitiva, eu sei. mas queria quer você soubesse como eu te esperava. e que sou consciente de que essas esperas foram sempre inúteis.

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às vezes acordar. o braço esquerdo tão comprido, tão comprido que esticado toca o chão, tateia o celular e percebe que já passam das duas da tarde. em qual dos horarios? o daqui ou o de lá? a cabeça volta a afundar-se no travesseiro que tem o cheiro dela mesma. sente os pés no fundo do edredon de penas. com o braço direito, comprido, comprido, acaricia a barriga, os seios e coça as próprias costas. virar-se? as mãos unidas suspendem a nuca. lembra do sonho. pensa em anotar. desiste. às vezes acordar.

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cléris

… quanto tempo! Não acreditei que era tu hoje de manhã, desde quando tas por aqui? Aonde que ta agora?, voltei do parque e não te encontrei mais… Ficou de cara porque não te levei junto? É que tenta entender… a última vez que nos falamos foi há uns que…?, pelo menos 15 anos! Sim… acho que foi quando tu me incentivou a pegar todas as essências de sorvete da mãe pra colorir a areia da construção e fazer bolinhos confeitados, né? Ainda bem que eu não apanhei. Eu sempre tinha medo de apanhar, mas nunca apanhei. Tu ficou brava porque eu contei pra mãe que tinha sido tu e por isso foi embora? … boba. Eu senti a tua falta. Tanta coisa aconteceu e tu não tava junto pra eu contar… Aonde é que tu te meteu? Voltou pra cidade dos teus pais? Como eles tão? Sabe que depois que tu não veio mais eu parei de falar com as outras também. Elas eram muito fofoqueiras. Tu sabe que eu não gosto de fofocas do mal, só dessas de mulherzinha tipo: “o fulaninho tava te olhando no recreio”… Que saudade da gente. De ficar toda a tarde embaixo da pitangueira fazendo de conta que éramos madames. Tu era a madame, eu sempre achava mais divertido ser a empregada. Hahaha. Eu era mais espertinha, né? Porque as madames ficam sentadas e as empregadas ficam fazendo coisas divertidas, tipo indo no supermercado e embalando os bebês. Sabe que agora eu vou sozinha ao supermercado?! Já faz tempo, na verdade… Muita coisa aconteceu, mas agora eu vou ao supermercado sozinha e tenho que comprar coisas tipo “tomates”. É. O mais bizarro que comprei no mercado foi SODA (pra limpar a banheira). Ia ser mais fácil e divertido se tu fosses comigo no mercado. Já pensou?! Eu te empurrava no carrinho e tu ia pegando as coisas. Ninguém ia nos xingar por fazermos bolinhos confeitados. Não fica brava porque não te levei comigo no parque hoje. É que eu ia com meus colegas do mestrado, e já é bastante bizarro ir a um parque de diversões com gente que tem quase 30 anos, imagina se eu te levo? Iam dizer que sou esquizofrênica (é uma doença, depois te explico), porque já me tiram pra meio louquinha. Mas olha, um dia vamos só nós duas! Tu precisava ver, fomos em 3 montanhas russas e eu até vomitei (é que comemos hambúrgueres e batatas fritas) (e eu já to meio velhinha pra esses fast-foods). Como tu me achou aqui? Sei que tu é meio mágica… mas queria entender porque veio depois de tanto tempo. Vou deitar ali, queném ontem, e te esperar… Tenho tanta coisa pra te contar, tanta coisa.

Vou te esperar com o livro de historinhas embaixo do travesseiro, escondida da mãe (é, agora já não moro com a mãe, tu sabe) (pode vir qualquer hora, então) (cutuca de levinho no ombro que tiver pra fora do edredon) (o sono tá levinho). beijo.

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aula de ética

primeiro dia. chegar 15 minutos atrasada. sentar num canto, em uma cadeira baixa. não ter comprado a bibliografia. não ter referências básicas de aristóteles. ter, outra vez, de se apresentar em público. o mestre ficar assustado por ter uma aluna americana. o mestre ficar tranquilo quando ela diz que vem da universidade federal de santa maria. ficar tranquila por ser reconhecida como brasileira e oriunda de uma academia com boa fama. cruzar os dedos das duas mãos e, erguer um pouco o pescoço pra que o professor lhe possa identificar o rosto. dizer que está ali para abrir a cabeça. que está ali porque quer pensar mais. que está ali porque lhe interessam as novas tecnologias. a relação do homem com elas. a relação do homem com os outros homens por causa delas. a vida. ter que suspirar após dizer que lhe interessa a vida e ouvir risadas dos colegas e do professor, aliviados, pois a estranjeira é divertida. encerrar a apresentação. silenciar o celular. pegar papel. pegar bic. escrever a data. a aula finalmente começar e não entender absolutamente nada porque esta no fim do fim, o professor está gripado e fala muito baixo e muito rápido. a cabeça começar a doer. a doer. sentir que flutua. sentir que a perna esquerda adormeceu. entender que a moral é a moral da ética. lembrar de tudo o que tem pra fazer amanhã. lembrar que em casa tem remédio pra dor de cabeça. anotar. desenhar. anotar. virar a página. esticar-se entre os dois colegas da frente tentando filtrar o ruído emitido pelo mestre. entender que ele é engraçado. altamente engraçado. perceber que é bonito. perceber que, por nossa senhora da bicicletinha, o professor é um bonito. sair para o intervalo. comprar um café duplo e forte. receber massagem na mão para aliviar a dor da cabeça. comer um brownie. tomar um café. comprar a bibliografia. voltar pra sala. agradecer a colega mexicana que gentilmente cede uma cadeira mais a frente. achar que uma colega tem a voz mais irritante do mundo. achar que a outra colega é muito convencida. babar pelo professor. pelo professor engraçado. afundar-se em aristóteles. falar de morte. ouvir o professor falar de morte e lembrar da morte do amigo. chorar na aula de ética. lembrar do amigo. anotar o dito mais importante da vida: “todos sentimos dor diante das mesmas circunstâncias”. querer dormir.