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balada forte

no hospital ontem. chegamos a 9.75 na escala da menor dor, que é 1, pra maior dor, que é 10. até chorei e pensei que fosse desmaiar. mas não. as amigas estavam lá e as pessoas da clínica são tão, mas tão queridas, que mais parecem as amigas da sua mãe quando você tem 8 anos de idade. mas tá, suero no braço por umas duas horas e soninho na casa das gurias pra recuperar as doses de endorfina que estavam circulando na corrente sanguínea. sonhei com o herói do toy story e com um monte de colombianos-adolescentes-maus. sonhei com meu sobrinho de 4 meses tinha uma arma na mão pra me defender. que a gente corria dos colombianos e ajudava o toy story e vencer a guerra que havia sido instaurada no palácio da livraria da mente, lá na tuiuti, em santa maria. sonhei que eu ficava nua e viajava em elevadores baleados, uns apenas para macas. que deixava o sobrinho com alguns refugiados pra conseguir encontrar mais armas. sonhava que a cama quebrava. por alguns minutos acordei e pensei que estava em santa maria. a dor me fez descer o travesseiro pra altura dos rins, querendo que dormissem um pouco. esperando que amanhecesse de uma vez. precisando organizar a vida.

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amanhecendo

acordei meio assustada, seis e meia. o celular com uma chamada-não-identificada e três mensagens vazias. fui ao banheiro e ouvi um barulho que mais parecia um machado golpeando a porta de uma cabana no meio da floresta. voltei pro quarto, verifiquei se não havia nenhum monstro embaixo da cama. tou com medo de olhar o armário. não sei. sensação rara. ainda bem que já vou pra casa onde os anjinhos me protegem.

chegou a nova rooommmate.